"Devidamente vacinada contra a Covid-19", escreveu Pinheiro na legenda.
Pinheiro recebeu o imunizante da AstraZeneca em Brasília e compartilhou o registro nas redes nesta segunda-feira (14).Em seguida, vários usuários comentaram em tom de deboche.
"Parou com o tratamento precoce?", questionou um dos internautas. "Cloroquina pra gente e vacina pra vocês né", ironizou outra usuária. "O chip já tá implantado. Agora só cloroquina para bloquear o acesso chinês", escreveu um rapaz.
"Eu não vou me vacinar, não acredito na eficácia das vacinas. O dinheiro está correndo solto entre os laboratórios. Cobaia não", postou uma apoiadora do governo. "Admiro muito a doutora mas não sei se é uma boa ideia", comentou outro usuário, embora estudos científicos comprovem a eficácia e a segurança do imunizante, preconizado pelas autoridades de saúde.
A secretária do Ministério da Saúde contraiu a Covid-19 em março. Na ocasião, ele afirmou que aderiu ao tratamento precoce, que usa medicamentos comprovadamente ineficazes contra a doença. Em relato publicado nas redes sociais, a médica disse que começou a sentir dor de garganta durante o trabalho e, no mesmo dia, apresentou dores musculares e nas articulações. Logo em seguida, teve febre, perda de olfato e cansaço - sintomas característicos de Covid-19.
Pinheiro teve pelo menos cinco familiares também infectados pelo coronavírus. Em outra postagem feita nas redes sociais, a médica contou que o pai, a mãe, a irmã, um tio e uma tia foram contaminados com a doença.
Convocada a depor na CPI da Covid, Pinheiro afirmou que o Ministério da Saúde orientou médicos em todo o país sobre o tratamento precoce contra Covid-19. Ela disse também que, diante do número de mortes pela doença durante a crise de oxigênio em Manaus, era "inadmissível não ter a adoção de todas as medidas", em referência ao uso da cloroquina e da hidroxicloroquina e negou responsabilidade da pasta sobre o caos na capital amazonense.