O avanço da Prefeita Socorro Neri contra as pautas defendidas pelo segmento evangélico não é de hoje.
Em 2018, há exatos dois anos, a Prefeita Socorro Neri decidiu confrontar o segmento evangélico quando decidiu vetar o Projeto de Lei N° 03/2018, que dispõe sobre a criação do Estatuto da Vida e da Família em Rio Branco. A proposta foi levada à Câmara Municipal pela Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre) e ganhou a assinatura de 14 dos 17 vereadores que compõem a Casa. Na época, a Prefeita recebeu uma avalanche de críticas nas redes sociais de evangélicos que defendem o casamento entre um homem e uma mulher, como está na Constituição Federal. Após o episódio do veto, líderes a classificaram como "inimiga da família tradicional" e afirmaram que se lembrariam do veto quando a prefeita fosse disputar a reeleição.
Os líderes evangélicos acusam a Prefeitura, em parceria com o Governo, de perseguição ás igrejas, após a divulgação do protocolos e critérios de reabertura das atividades econômicas do plano Rio Branco Sem Covid, que, dividido em níveis, foi divulgado pela Prefeitura o "Nível Laranja", onde ficam liberadas as aberturas de vários segmentos econômicos, entre eles o shopping e motéis da cidade. Líderes evangélicos e fiéis protestaram fortemente nas redes sociais por causa exclusão das igrejas do Nível Laranja e a consequente liberação de motéis e do shopping, sendo que o segundo, é um grande aglomerador de pessoas. Os evangélicos argumentam que os fiéis querem tão somente o direito de cultuar e de buscarem conforto espiritual e psicológico, obedecendo todas as recomendações das autoridades sanitárias nesse período tão conturbado em que o Estado vive atualmente.