No dia mundial do RIM, ativista fala desse assunto que causa bastante polêmica

No dia mundial do RIM, ativista fala desse assunto que causa bastante polêmica

Por Abud Mamed

No dia 11 de março, se comemora o Dia Mundial do Rim, este órgão de bastante importância para o ser humano, que se não for bem cuidado, pode trazer sérias complicações.

O problema são as doenças que este maravilhoso órgão desencadeia, algo bastante delicado que necessita de atenção tanto do poder público como das pessoas, para que haja uma maior atenção na questão.

Vanderli Ferreira é renal crônico que há muito tempo milita na causa, então, ninguém menos do que ele é mais qualificado para tirar algumas dúvidas que ventilam o assunto pautado.

O ativista explicou sobre o dia mundial: "Meu amigo, o Dia Mundial do Rim tem por finalidade a prevenção as doença relacionadas aos rins e alertamos a população sobre essa doença que tem levado milhares de pessoas todos os anos para a máquina de hemodiálise", falou.

Em relação a fila de transplantes, o assunto é delicado. "Hoje temos mais de 500 pacientes renais crônicos fazendo tratamento de hemodiálise, e a grande maioria sequer conseguiu entrar na fila de transplante, pois, além do nosso transplante está paralisado há três anos, não temos estrutura na nossa saúde para que essas pessoas entrem na fila de transplante", relatou.

Vanderli falou dos critérios usados na fila de transplante. "Para entrar na fila de espera, você deve procurar um ambulatório de preparo para transplante. Assim, o seu médico irá solicitar exames na sua consulta, para encaminhar o seu cadastro à Central de Captação de Órgãos do seu Estado, isso não quer dizer que todos podem transplantar, o médico é que avalia o exame específicos de cada paciente", relatou.

Em relação à dificuldade de conseguir um transplante, o problema é incentivo. "Porque não temos campanha de incentivos a doação de órgãos, os Estados não se interessam em levar informações para sociedade sobre a importância da doação de órgãos e muitas das vezes por questões culturais", explicou.

Inquirido se já sofreu ameaças, a resposta foi sim. "Já sofri muitas represálias por cobrar nossas autoridades competentes para que nossos direitos sejam respeitados, infelizmente no Brasil as pessoas que reivindicam seus direitos muitas das vezes é taxado de rebelde e barraqueiro", lamentou.

Políticos já abraçaram a causa. "Durante o tempo que estou a frente da Associação, eu tive apoio de dois parlamentares, o Deputado Estadual Cadmiel Bonfim, que apresentou nosso projeto de lei que foi aprovado por unanimidade na ALEAC, que nos reconhece como deficiente físico a nível de Estado. E a Deputada Federal Mara Rocha, que destinou uma emenda de 3, 4 milhões de reais para construir uma nova unidade de nefrologia na fundação hospitalar", explicou.

Ferreira deixou uma mensagem. "Meu recado que eu deixo é que as pessoas precisam cuidar de seus rins, pois se tornar um renal crônico no Brasil, terá grandes dificuldades para sobreviver no nosso sistema de saúde que está em decadência", concluiu.


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