A maior igreja evangélica pentecostal não só do Brasil mas do mundo, a Assembleia de Deus no Brasil comemora 109 anos hoje, 18/06/2020.
A Igreja foi fundada no Brasil em 1911 pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg.
No Acre, o líder da Assembleia de Deus é o Pastor Luiz Gonzaga de Lima.

Pastor Luiz Gonzaga de Lima, líder da AD em Rio Branco, maior igreja do Acre
Na soma total, no mundo inteiro o número de assembleianos é de 64 milhões, e 363.450 ministros, estando eles divididos em 351.645 igrejas presentes em 217 países, e é aí que está o Brasil liderando com 22,5 milhões de membros, que é o que estima a igreja dos Estados Unidos.

O Deputado da Assembleia de Deus Pb.Cadmiel, sua esposa Miss.Débora e o pastor da AD em Rio Branco, Luiz Gonzaga
Veja alguns números em escala decrescente: Brasil 22,5, Coréia do Sul 3,1, estados Unidos 2,9, Nigéria 2,8, Angola 2,2, Gana 1,7, Moçambique 1,6 milhões. Juntando a América Latina e o Caribe, são 28,8 milhões de membros, que é o que equivale a 53% do total de assembleianos presentes no planeta, porém o Brasil lidera esse percentual retendo mais de 75% do total.

Foto do Congresso Geral da maior igreja evangélica do Acre, a Assembleia de Deus em Rio Branco
Em outros países esses números ficam da seguinte maneira: América Latina e Caribe 28,8, África 15,9, Ásia e Pacífico, 5,4, Eurásia 2,2, Europa 1,7 milhões.
Estima-se que em 2020 serão 50% da população brasileira formada por evangélicos. Porém, todos nós esperamos que esses números sejam bem maiores, basta que cada um nós façamos nossa parte em missões dentro e fora do Brasil também, não esperando que cresça somente aqui, mas em toda parte para glória do reino de Deus.
Abaixo, um pouco da história da Assembleia de Deus no Brasil.
ANTECEDENTES EM SOLO AMERICANO
Na virada do século XX, Deus trouxe um grande despertamento em várias partes do mundo. Oração, vida de santidade e valorização da Palavra estavam no epicentro desse mover. Nos Estados Unidos, muitas igrejas foram renovadas.
Agnes Ozman (1870-1937), uma jovem de 18 anos, aluna de Charles Fox Parham na Bethel Bible School, em Topeka, Kansas, foi a primeira pessoa a receber o batismo com o Espírito Santo.
A data é 1o de janeiro de 1901. Em Los Angeles, Califórnia, o movimento pentecostal ganhou fama através da missão da Rua Azusa, 312, sob a liderança do pastor William Joseph Seymour (1870-1922).
Por sua vez, Chicago, tornou-se um centro irradiador do pentecostes para o mundo. Vários pioneiros do avivamento mundial foram influenciados pelo derramar do Espírito Santo em igrejas dessa cidade. Entre eles, Daniel Berg e Gunnar Vingren.
DANIEL BERG E GUNNAR VINGREN – CHAMADO

Em 1902, Daniel Gustav Högberg, um jovem sueco de 18 anos de idade, viaja para os Estados Unidos à procura de trabalho. Ano seguinte, é a vez de Adolph Gunnar Vingren seguir o mesmo destino, aos 23 anos.
“Ali, sem se conhecerem e morando em cidades diferentes, são preparados por Deus para uma grande obra”
Daniel Berg é batizado com o Espírito Santo em 1909 durante o regresso de uma visita à Suécia. Gunnar Vingren é batizado com o Espírito Santo em novembro de 1909 enquanto participa de uma conferência na Primeira igreja Batista Sueca, em Chicago.
Certo dia, Berg e Vingren foram visitar um membro da igreja chamado Olof Adolf Uldin. Ali, enquanto oravam, o Espírito de Deus veio poderosamente sobre o grupo. Uldin profetizou que Daniel Berg e Gunnar Vingren seriam enviados ao “Pará”, onde pregariam os rudimentos do Evangelho a um povo simples.
VIAGEM PARA BELÉM DO PARÁ
Gunnar Vingren e Daniel Berg foram a uma biblioteca pública. Localizaram o “Pará” junto à linha do Equador, encravado na floresta amazônica. A missão agora tinha rumo.
A igreja local levantara uma pequena oferta, suficiente apenas para que chegassem à Nova York, lugar de onde embarcariam para o Brasil.
Ressalte-se que Daniel Berg e Gunnar Vingren não foram enviados por nenhuma junta missionária. Logo, não tinham a segurança de qualquer sustento. Eles confiaram exclusivamente no cuidado divino. Somente anos mais tarde passariam a receber auxílio financeiro da igreja Filadélfia, na Suécia.
Sem muitos recursos, Daniel Berg e Gunnar Vingren viajaram de terceira classe. O porão, sem nenhuma ventilação. Não havia cadeiras. A comida era péssima. Uma concha de sopa e uma fila interminável. O chão fora recoberto de serragem pela companhia, querendo poupar serviço de limpeza com passageiros que enjoassem a bordo. Assim viajaram os fundadores da Assembleia de Deus.
PRIMEIROS DIAS NO BRASIL
O velho Clement aportou em Belém na tarde de 19 de novembro de 1910, um sábado ensolarado. Quando os primeiros brasileiros subiram a bordo, Daniel Berg e Gunnar Vingren escutaram o idioma português.
Emocionados, reconheceram a voz que o Espírito de Deus falara nos Estados Unidos. Um casal que conheceram no navio aproximou-se e, falando inglês, orientou os missionários a pernoitar numa modesta pousada na Rua João Alfredo.
Pela manhã, refeitos, Daniel Berg e Gunnar Vingren encontraram no hotel um jornal publicado por um pastor metodista. O pastor era Justus Nelson, obreiro que Vingren conhecera nos Estados Unidos. Resolveram procurá-lo.
Muito receptivo, Justus Nelson conduziu os missionários até a Rua João Balby, 406. Aqui, localizava-se o templo da Primeira igreja Batista do Pará. Os missionários foram recebidos pelo evangelista Raimundo Nobre. Tocado, Nobre ofereceu-lhes o porão da igreja ao custo individual de um dólar diário, incluindo a alimentação.
O PRIMEIRO BATISMO E O DESLIGAMENTO
Na Igreja Batista dentre os crentes mais entusiasmados com a promessa de Atos 2, estava Celina Martins Albuquerque, 34 anos, professora da Escola Dominical.
Celina Albuquerque estava acamada quando os missionários a visitaram em sua casa, na Rua Siqueira Mendes, 67. Sofria provavelmente de câncer nos lábios.
Celina foi plenamente curada. Esse fato levou-a a pedir com insistência o glorioso batismo. Era uma hora da madrugada de uma quinta-feira, dia 8 de junho de 1911, quando Celina Albuquerque falou novas línguas.
Foi, como sabemos, a primeira pessoa brasileira a receber a promessa. O mover de Deus era evidente. Libertação. Curas. Milagres. O propalado recebimento da promessa pentecostal por membros da igreja Batista foi o estopim.
A liderança local, que não fazia essa leitura, não estava mais disposta a tolerar. Nessa hora, Raimundo Nobre pediu que os partidários do ensino pentecostal levantassem a mão para que a igreja os excluísse por incompatibilidade doutrinária. Segundo a Ata 222 da Primeira igreja Batista do Pará, ficaram de pé 13 irmãos e os dois missionários.
FORMAÇÃO DA IGREJA
Com o desligamento, os irmãos ficaram sem lugar para reunir. Por direção divina, Henrique e Celina Albuquerque ofereceram a sala de sua casa, na Rua Siqueira mendes. E foi justamente ali, no lugar do primeiro batismo com o Espírito Santo, que haveria de nascer a maior obra pentecostal dos últimos séculos.
“A data de fundação da Assembleia de Deus é 18 de junho de 1911, um domingo”
A data de fundação da Assembleia de Deus é 18 de junho de 1911, um domingo. Nesse dia, a igreja organizou-se sob o nome missão da Fé Apostólica. Durante quase sete anos, a igreja utilizou informalmente o nome Missão da Fé Apostólica.
Esse período incluiu parte do ministério de Samuel Nyström, que chegou a Belém em 1916. O nome Assembleia de Deus não é original do Brasil. Tampouco todas as igrejas no mundo com essa designação nasceram da missão de 1911. Em 4 de janeiro de 1918, com auxílio de Samuel Nyström e Daniel Berg, Gunnar Vingren registrou o primeiro estatuto da igreja.
Em 8 de novembro de 1914, os irmãos mudaram para o seu primeiro templo livre. A igreja situava-se na Travessa 9 de Janeiro, antigo no 75. O imóvel foi comprado em 17 de setembro de 1917. A Assembleia de Deus funcionou nesse endereço até 30 de outubro de 1926, quando o pastor Samuel Nyström transferiu a sede da igreja para a Travessa 14 de março, atual sede do Templo Central da Igreja Mãe.
PORQUE DEUS ESCOLHEU BELÉM DO PARÁ?
Em 1910, pela sua posição geográfica e econômica, Belém representava a porta de entrada do Brasil. Vivíamos o auge do Ciclo da Borracha, com exportações que, em importância, podem ser comparadas às de São Paulo nos dias atuais.
Não obstante o aspecto econômico do Pará, quem olhasse pelos olhos da razão, escolheria o Sul para começo de uma obra de evangelização. lá, estava o centro político do País (Rio de Janeiro), as cidades mais desenvolvidas e as condições de clima e cultura mais parecidos com a vida na América do Norte e na Europa.
Deus sempre enxerga à frente dos homens. Ele sabia que uma evangelização do Sul para o Norte seria complicada, pois, sendo a Amazônia um lugar atrasado e difícil, é provável que os pioneiros, ocupados com a grande concentração populacional daquela região, retardassem em muito a evangelização do Norte.
A prova disso é que existem centenas de igrejas e ministérios que, tendo origem no Sul, jamais alcançaram o Norte do país. Então, Deus viu que era mais fácil a mensagem pentecostal “descer” o território nacional a partir do ponto considerado mais crítico.
Fonte:História das Assembleias de Deus no Brasil
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