A prefeitura de Rio Branco anunciou que a partir desta segunda-feira (10) as equipes de saúde começam a vacinar pessoas a partir dos 48 anos com doenças preexistentes contra a Covid-19.
Segundo informações repassadas pela assessoria da prefeitura da capital, a imunização é feita ainda em grávidas e puérperas com comorbidades, pacientes renais crônicos e pessoas com síndrome de Down.
A imunização das pessoas com comorbidades vai ocorrer em seis unidades de saúde das 8h às 17h.
Vale lembrar que para ser vacinado, a pessoa com comorbidade deve está incluída nessa primeira fase e precisa ter feito o cadastro em uma das unidades de saúde do município.
O ativista e deficiente renal Vanderli Ferreira usou as redes sociais para denunciar um esgoto podre e fedorento na frente da sua residência na Rua 25 de Fevereiro, no Boa União, região da populosa Baixada da Sobral.
No vídeo, Vanderli clama por alguma ação providência do Prefeito Bocalom ou de algum outro poder público para conter a podridão que tem assolado os moradores da rua, causando constrangimento e intensa perturbação nasal devido ao odor pútrido que exala do bueiro, que está entupido.
O secretário municipal de saúde de Rio Branco, Franck Lima foi flagrado andando tranquilamente sem máscara neste domingo (25) no Parque do Tucumã.
A foto do mau exemplo do gestor foi postada nas redes sociais e em grupos de whatsapp.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o uso de máscaras como forma de evitar o contágio pelo coronavírus.
Segundo informações, a Secretaria de Saúde de Rio Branco também não realizou a vacinação de pessoas contra a Covid-19 neste domingo.
Acre tem multa pra quem não usar máscara
Desde o dia 12 de março deste ano está em vigor no Acre uma lei estadual que prevê multa de R$ 74, 47 para quem for flagrado em local público ou privado sem máscara.
Internautas classificam o secretário municipal como um defensor do negacionismo do presidente Bolsonaro.
Secretário diz que quantidade prevista para o Acre pelo Ministério da Saúde não será suficiente nem pra capital
A lista de comorbidade para prioridades na vacinação contra Covid-19 para pessoas entre 18 e 59 anos, em Rio Branco, inclui 19 doenças, como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doença renal crônica e anemia falciforme. A vacinação deverá começar ainda em abril seguindo a listagem dos doentes crônicos das Unidades de Saúde e não haverá drive-thru.
O secretário de Saúde de Rio Branco, Frank Lima, afirma que as 32 mil doses preconizadas para o Acre todo poderão não ser suficiente nem para os doentes crônicos da capital.
“O Ministério da Saúde subdimensionou os números. Porque ainda vamos lançar amanhã a campanha para que as pessoas com comorbidades se cadastrem nas unidades de saúde e já existem 20 mil pessoas com essas doenças em nosso sistema. Então acreditamos que com os anúncios esse número de 20 mil vai dobrar”, relata ele, afirmando que os Ministérios Públicos Estadual e Federal, já têm conhecimento da situação.
“Nós secretários de Saúde do Acre vamos fazer um levantamento da necessidade real e esclarecer a situação para o Ministério da Saúde”, explica Frank Lima.
O rol de doenças crônicas também ainda não foi divulgado oficialmente pela secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa), mas o ac24horas teve acesso ao documento.
O mês de março teve registradas quatro vezes mais mortes por covid-19 entre pessoas de 30 a 39 anos em relação ao mês de janeiro: foram 3.449 pessoas dessa faixa etária que perderam a vida para a doença, contra 858. Também em março, o registro do número de mortes entre 20 e 29 anos pulou de 245 para 887, um aumento de 260%, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, que reúne dados dos cartórios por todo o país.
CRÉDITO,GETTY IMAGES Especialistas apontam para 'rejuvenescimento' da pandemia no Brasil; média de idade para casos novos e óbitos caiu de janeiro para março
Embora possa haver eventuais diferenças, em parte dos casos, entre quando as mortes ocorreram e de fato foram registradas, epidemiologistas não têm dúvidas de que há um aumento na mortalidade entre pessoas não idosas por covid-19 no Brasil, refletindo uma triste realidade: o novo coronavírus mata, proporcionalmente, muito mais jovens aqui do que no restante do mundo.
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, foram registrados cerca de 20 mil óbitos por covid abaixo de 39 anos no Brasil, ou 5% do total de 400 mil, marca atingida na quinta-feira (29/4).
Essa taxa é mais de três vezes maior do que nos Estados Unidos (1,5%). No Reino Unido, ela é de apenas 0,64%.
Mais de um terço das mortes por covid-19 no Brasil é de menores de 59 anos. À medida que os mais velhos estão sendo vacinados, os óbitos nessa faixa etária têm caído pela metade.
Por que, então, os jovens estão morrendo mais no Brasil?
A BBC News Brasil conversou com especialistas para entender os motivos. Estas são algumas das causas elencadas por eles:
Comportamento mais arriscado
Desde o início da pandemia de covid, sabe-se que os mais jovens são menos susceptíveis a desenvolver os sintomas mais graves da doença e morrer por complicações dela.
De maneira geral, por causa da idade, eles têm a seu favor um sistema imunológico mais forte, o que facilita o combate ao vírus. A exceção são aqueles que têm algum tipo de comorbidade (doença associada), como obesidade ou asma, por exemplo.
Mas isso não quer dizer que os jovens estejam imunes à doença - e essa falsa percepção acaba encorajando uma maior exposição ao risco.
Em outras palavras: aglomeram-se com mais frequência e ignoram medidas importantes de prevenção, como uso de máscaras e distanciamento social.
Por todo o Brasil, imagens de festas clandestinas interrompidas pela polícia foram compartilhadas nas redes sociais e ganharam o noticiário.
CRÉDITO,ALTEMAR ALCANTARA/SEMCOM
Mais pobres não tiveram opção além de seguir a vida como era possível, apesar da pandemia
Volta ao trabalho
Os mais jovens compõem a maior parte da população economicamente ativa.
Isso quer dizer que são o grosso dos que trabalham - ou que estão procurando emprego.
Se de um lado o auxílio emergencial pago pelo governo ajudou a complementar a renda das famílias brasileiras, a redução do valor do benefício obrigou muitos desses jovens a voltarem às ruas.
Na última quinta-feira (29/4), o governo concluiu o pagamento do auxílio emergencial 2021 aos trabalhadores inscritos por meio do aplicativo e site do programa, além daqueles que fazem parte do Cadastro Único.
O impacto maior acaba sendo nas classes socialmente menos privilegiadas e, mais particularmente, nos negros, aponta um estudo realizado pela consultoria global de saúde Vital Strategies em parceria com o Afro-CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), instituto de pesquisa em questões raciais sediado em São Paulo.
A pesquisa mostrou que o excesso de mortalidade no Brasil em 2020 foi de 28% entre pretos e pardos em comparação com 18% entre pessoas de cor branca. O excesso de mortalidade significa o número de pessoas que morreram acima do esperado.
Na faixa etária até 29 anos, essa taxa foi de 32,9% entre os negros e 22,6% entre os brancos. Já entre 30 e 59 anos, foi de 37% entre os negros e 32% entre os brancos.
No ano passado, foram 270 mil 'mortes em excesso' (22%), em grande parte relacionadas à pandemia de covid-19.
"Enquanto os mais privilegiados - de maioria branca - dispõem de recursos que lhes possibilitam cumprir o isolamento social trabalhando em casa, os profissionais informais e precários - majoritariamente negros - continuam cada vez mais expostos", diz à BBC News Brasil Márcia Lima, coordenadora e pesquisadora do Afro-CEBRAP.
A epidemiologista Fátima Marinho, da Vital Strategies, que também participou da pesquisa, reforça: "O resultado do nosso estudo mostrou que as desigualdades raciais e sociais pré-existentes foram intensificadas pela pandemia de covid-19, levando a um número maior de mortes entre a população negra do Brasil".
As duas especialistas advogam, portanto, que esse grupo seja considerado "prioritário" para a vacinação.
CRÉDITO,ALEX PAZUELLO/SEMCOM
Variante P1
Desde que foi descoberta em Manaus, em janeiro deste ano, a variante P1 logo se alastrou pelo Brasil.
Hoje, responde por 90% das amostras analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz no Estado de São Paulo, segundo informado na última quarta-feira (28).
Ela é até 2,4 vezes mais transmissível do que outras linhagens do coronavírus e, segundo estudos recentes, pode 'driblar' o sistema imunológico, infectando novamente quem já teve a doença e levando a quadros mais graves.
Evidências associam essa nova variante ao maior número de hospitalizações e mortes, especialmente jovens.
Pandemia 'mais rejuvesnecida'
Um boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado no fim de março, alerta para o 'rejuvenescimento' da pandemia no Brasil.
"O número de casos, hospitalizações e mortes entre pessoas com menos de 60 anos cresce mais rápido do que em idosos. O risco, portanto, para incidência e mortalidade vem aumentando gradativamente para quem não é idoso e é, via de regra, saudável", dizem os pesquisadores.
"Este deslocamento de casos e óbitos sugere que a pandemia ganha um novo contorno no Brasil, ficando mais rejuvenescida", acrescentam.
Segundo a Fiocruz, "por se tratar de população com menos comorbidades - e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, frequentemente há um maior tempo de permanência na internação em terapia intensiva".
Como os jovens têm um sistema imunológico mais forte, combatem melhor a doença e demoram muitos mais para se salvar ou, eventualmente, morrer. Por isso, acabam ficando mais tempo na UTI.
Fato é que a média da idade de pacientes internados vem caindo. Enquanto a média da idade dos casos novos no início de janeiro era de 62 anos e de óbitos, de 71 anos, em meados de março, passou para 58 e 66 anos, respectivamente.
Segundo os pesquisadores, essa maior incidência da covid-19 entre os mais jovens bem como a manutenção da mortalidade entre os idosos "contribui para o cenário crítico da ocupação dos leitos hospitalares".
Eles também destacaram que essas diferenças de incidência entre as faixas etárias "implicam num compromisso intergeracional".
"Sendo a infecção mais comum entre os jovens e os óbitos mais frequentes em mais idosos e pessoas com doenças crônicas, uma geração deve procurar proteger a outra, evitando o contágio de membros da família, vizinhos, companheiros de trabalho e amigos", afirmam.
Após o governo anunciar que vai realizar multidões de vacinação nos municípios, o secretário de saúde de Rio Branco, Frank Lima, fez um pedido direcionado ao governador Gladson Cameli na manhã desta segunda-feira (12), para que possa realizar a distribuição das 85 mil doses de vacinas que se encontram estocadas no Estado, conforme anunciado pela coordenação do Plano Nacional de Vacinação no Acre (PNI), neste último fim de semana.
A decisão do governo é em relação ao Ministério da Saúde ter adiantado que não vai aumentar o número de doses destinadas ao Acre, enquanto as 85 mil doses que estão estocadas no estado não foram aplicadas.
Segundo Lima, se realmente existir esse quantitativo de doses anunciado pelo governo, é preciso que repasse ao município para adiantar a fase de vacinação. “Governador! Me dê essas vacinas que a gente aplica. Todos que o Estado recebeu, a gente já aplicou”, declarou.
O gestor contou que a capital está precisando de novas doses da vacina contra a Covid-19. “Com essas vacinas, a gente entraria nas comorbidades”, explicou.
Por meio de uma nota emitida pelo governo, a coordenadora do PNI, Renata Quiles, explica que o estado já distribuiu quase 165 mil doses aos municípios e que vem monitorando os municípios em relação à vacinação indígena, ribeirinha e o atraso na digitação dos dados.
Composição, esquema de doses, armazenamento: entenda mais sobre o imunizante que chega ao país nesta quinta-feira (29)
Por Lucas Rocha, da CNN, em São Paulo
A primeira remessa de um milhão de vacinas da Pfizer chega ao Brasil nesta quinta-feira (29), no aeroporto de Viracopos, em Campinas. O lote será distribuído somente nas capitais por questões de armazenamento. A vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech, conta com um esquema de duas doses e já foi aprovada em 83 países.
No dia 23 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo da vacina no Brasil, que permite que o imunizante seja comercializado, distribuído e utilizado pela população, tendo sido avaliado a partir de dados robustos dos estudos de qualidade, eficácia e segurança. Saiba mais:
Como funciona a vacina da Pfizer
A vacina Pfizer/BioNTech utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). O material genético sintético, que carrega o código genético do SARS-CoV-2, estimula o organismo a gerar anticorpos contra o vírus.
Em outras palavras, o objetivo é que o mRNA sintético dê as instruções ao corpo humano para a produção de proteínas encontradas na superfície do vírus. São essas proteínas que levam à resposta do sistema imunológico e trazem a proteção para o indivíduo.
As vacinas de RNA mensageiro são um novo tipo de imunizante, considerado de 3ª geração, que também tem como objetivo proteger as pessoas de doenças infecciosas. (veja quadro)
Tipos de vacinas existentesFoto: Arte/CNN Brasil
Características de armazenamento
Quando começaram a ser usadas, as vacinas da Pfizer/BionNTech precisavam ficar armazenadas a -70°C, o que dificultava a utilização em regiões sem os refrigeradores adequados.
No final de fevereiro deste ano, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, deu sinal verde para a farmacêutica transportar e conservar a vacina em temperaturas convencionais, entre -25°C e -15°C, normalmente encontradas em freezers farmacêuticos, por um período de até duas semanas.
No Brasil, a Anvisa atualizou as condições de armazenamento de vacina da Pfizer em abril, levando em conta as novas recomendações.
Em entrevista à CNN, o coordenador dos testes do imunizante no Brasil, Cristiano Zerbini, afirmou que o país não terá problema para armazenar o imunizante. “[A vacina] pode ficar entre -15ºC e -25ºC durante 14 dias e entre 2ºC e 8ºC por cinco dias. Então o armazenamento não será um problema, [e como] a distribuição vai ser pelas capitais, esse armazenamento será um pouco mais fácil”, avaliou o especialista.
Esquema de doses
O esquema para a imunização completa considera a aplicação de duas doses, com um intervalo de 21 dias. Segundo a Anvisa, a vacina pode ser aplicada em pessoas com mais de 16 anos.
Eficácia
A vacina apresentou a taxa de eficácia de 91,3% após a aplicação da segunda dose. Os testes de fase três foram realizados com cerca de 44 mil participantes, em 150 centros de pesquisa, no Brasil, e em países como Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul e Argentina.
Proteção contra variantes
Após o surgimento de variantes do novo coronavírus, uma das principais dúvidas da comunidade científica é a capacidade de proteção dos imunizantes já desenvolvidos. Diversos estudos têm sido desenvolvidos no intuito de responder a essa pergunta.
Uma pesquisa publicada no periódico científico New England Journal of Medicine, em abril, apontou que a vacina da Pfizer protege contra a cepa sul-africana (B.1.351). Outro estudo, publicado no mesmo periódico em março, mostrou que o imunizante foi capaz de neutralizar a variante P.1, que teve origem em Manaus, no Amazonas.
Uma análise preliminar publicada em fevereiro na revista Nature Medicine apontou que a vacina também mostra eficácia contra mutações do coronavírus.
Aplicação em gestantes
A vacina Pfizer/BioNTech não parece representar nenhum risco sério para grávidas, segundo estudo preliminar conduzido por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.
A pesquisa, publicada no periódico New England Journal of Medicine, no dia 21 de abril, analisou os dados de mais de 35 mil grávidas que tiveram acompanhamento dos CDC via dispositivos como aplicativos para smartphone.
Segurança da vacina
A vacina da Pfizer parece ser segura e os eventos adversos são raros, de acordo com uma apresentação feita pelo Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano equivalente à Anvisa) dos Estados Unidos.
Dezenas de servidores de saúde realizaram nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (22), uma manifestação contra a possível terceirização da unidade de saúde da Upa da Sobral, em Rio Branco.
O ato com cartazes foi feito em frente a unidade de saúde. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), vereador Adailton Cruz, visitou a Unidade de Pronto Atendimento da Sobral (Upa da Sobral), e disse que os servidores temem pela terceirização e transferência de gestão da unidade.
De acordo com o deputado estadual Jenilson Leite (PSB), o Instituto de Gestão de Saúde do Acre (Igesac), em substituição ao Pró-Saúde, não era bem aceito pelo governo. “Eles precisam entender mensagens dos servidores que dizem não à terceirização”, declarou.
Quando a lei foi aprovada, a ideia é que os servidores do Igesac deixassem de ser mão de obra do estado e passem a administrar unidades inteiras em até 40%.
No ato, os servidores deixaram claro que são contra a terceirização, muitos deles, fizeram denúncias graves contra o Instituto de Gestão de Saúde do Acre (Igesac), como a contratação de serviços de contabilidade por quase meio milhão de reais, sem o processo de licitação e a contratação de apadrinhados e familiares, com salários acima de 10 mil reais, sem o devido processo seletivo.
De acordo com a Rede Nacional dos Dados em Saúde, do Ministério da Saúde, o estado do Acre só aplicou 71.665 doses da vacina contra a covid-19. Desse número, 58.357 pessoas foram imunizadas com a primeira dose. Outras 13.308 já tomaram as duas doses da vacina.
Foram enviadas pelo Ministério da Saúde até o momento 163.540 doses da vacina anticovid para a Secretaria de Estado de Saúde. Desse número, foram repassadas aos 22 municípios 145.536 doses.
Há uma discrepância entre o tanto de doses enviadas ao Acre e o total aplicado. Em uma conta rápida, a diferença entre o total recebido pelo Estado e o aplicado fica em 91.875 doses.
Todos os dados citados na matéria podem ser encontrados no portal do Ministério da Saúde na plataforma Localiza SUS, nos painéis ‘Vacinômetro SUS. Somos uma só nação’ e ‘Distribuição de Vacinas Brasil Imunizado’.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está realizando nas Unidades de Saúde do município, a Semana de Combate à Hipertensão Arterial em alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial Sistêmica, ocorrido no último dia 26.
Na Unidade de Referência de Atenção Primária (URAP) Cláudia Vitorino, no Bairro Taquari, o médico cardiologista Ciro Falcão, com o intuito de ajudar a população a entender o que é a hipertensão arterial sistêmica, as causas e efeitos que essa patologia pode provocar para a qualidade de vida do indivíduo, fez um breve relato.
“Para a gente definir que a pessoa tem um problema de pressão, ela tem que ter um valor de pressão elevado, ou seja, de 14 por 9 para cima. E esse valor tem que ser mantido, não é um valor que em outro dia a pessoa tenha 12 por 8, isso pode ser apenas um pico de pressão. Só é considerado hipertenso aquele que se mantenha com um valor elevado. Para saber, tem que fazer a aferição da pressão e o problema da hipertensão é que ela é assintomática, é uma doença silenciosa e é importante fazer o acompanhamento”, disse Falcão.
Ainda de acordo com o médico, a melhor idade para procurar um posto de saúde como forma de prevenção é a partir dos 30 anos.
“A partir dos 30 anos, mesmo a pessoa assintomática, vale a pena passar em um postinho ou em um Centro de Saúde para que possa aferir pressão e pedir aqueles exames básicos de rotina como colesterol, triglicerídeos, glicose, porque existem muitas doenças em que a pessoa não tem sintomas. É a partir dos 30 anos que, geralmente, essas patologias podem começar a aparecer”, explicou.
Segundo a coordenadora da Rede de Cuidados Crônicos, Lina Costa, Rio Branco oferece em toda a rede municipal de saúde atendimentos para hipertensos.
“A prefeitura de Rio Branco procura fazer um trabalho, com maior esforço, para que as filas sejam diminuídas. A prevenção evita um agravamento da doença e para prevenir a pessoa tem que evitar o consumo do sal, praticar exercícios físicos, beber bastante água, ter uma alimentação equilibrada para evitar a obesidade. Em todas as nossas unidades de saúde temos profissionais capacitados para atender todos pacientes”, afirmou a coordenadora.
Medicamentos com ineficácia comprovada na prevenção ou tratamento da Covid-19 são alardeados por autoridades, gestores e até colegas como solução mágica para a pandemia
SÃO PAULO — Médicos na linha de frente da Covid-19 relatam abusos e coerção frequentes para que receitem o chamado “kit Covid”. Mesmo com ineficácia comprovada na prevenção ou tratamento da doença, esses remédios são alardeados por autoridades, gestores e até colegas como solução mágica para a pandemia.
A infectologista Tassiana Galvão, professora da PUC-SP, conhece bem os prejuízos causados pela prescrição indiscriminada destes medicamentos. No dia 31 de março, ela viu o marido, Danilo Galvão, também infectologista, perder o avô para a doença após uso de remédios do kit prescritos por outro profissional. Guilherme Galvão morreu aos 79 anos com insuficiência hepática.
A complicação é um dos riscos associados ao uso do kit, que supostamente retardaria e amenizaria os efeitos da doença — daí também ser chamado de “tratamento precoce”. Na prática, nenhuma autoridade de saúde respeitada, como a OMS ou a Anvisa, o recomendam. Pelo contrário: alertam para possíveis efeitos colaterais, como complicações renais e hepáticas.
Tassiana, que atua com controle de infecção hospitalar no interior de São Paulo, recusou-se a assinar protocolos para a adoção do kit em hospital da região. Foi demitida no dia seguinte. Seu relato é um entre vários de médicos pelo Brasil que têm sofrido múltiplas retaliações e pressões para adoção do tratamento.
Após o apelo do governador Gladson Cameli e dos demais estados da federação, o Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 30, que irá antecipar a imunização de profissionais das forças de segurança e salvamento e de membros das Forças Armadas que atuam em conjunto com equipes de saúde .
Na reunião de segunda-feira, 29, Cameli pediu prioridade em relação à vacinação dos profissionais de segurança em reunião com o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, em Brasília (DF).
Ele pediu também o envio de mais vacinas, já que o Acre, por ser um estado de fronteira, passa por uma necessidade na priorização da imunização para evitar novas variantes da Covid-19.
A mudança foi aprovada em reunião com os secretários estaduais e municipais de saúde. A ideia é que os profissionais sejam divididos em dois grupos, em que o primeiro seria alvo da antecipação e o segundo, seguiria a ordem já prevista no plano de vacinação.
No primeiro grupo, alvo da antecipação, entram aqueles que atuam 1) no atendimento ou transporte de pacientes contra a Covid, 2) no resgate e atendimento pré-hospitalar, 3) na ações de vacinação e 4) na vigilância de medidas de distanciamento, principalmente na vigilância das unidades básicas de saúde e outras unidades.
No segundo grupo, que deve seguir a ordem do plano de vacinação, entram membros das forças de segurança que atuam em ações de apoio logístico à vacinação (mas que não ficam diretamente em contato com a população), que atuam no transporte de insumos para áreas de risco e aqueles que trabalham na vigilância de fronteiras, espaço aéreo, marítimo, além dos demais militares.
A previsão é que o primeiro grupo comece a ser vacinado já na próxima quinta-feira, 01, quando devem ser enviadas 9,1 milhão de doses aos estados.
Atualmente, a ordem dos grupos de vacinação prevê a imunização de profissionais de segurança e militares após a imunização de idosos (etapa atual), pessoas com comorbidades, população com deficiência, população prisional e trabalhadores de educação.
Representantes dos estados e do Ministério da Justiça, no entanto, têm pressionado para alterar a ordem de vacinação, alegando que o grupo atua na linha de frente da Covid-19.
A mudança também ocorre em um momento em que parte dos estados já antecipam a vacinação de forças de segurança por conta própria, apesar de as doses enviadas ainda visam a trabalhadores de saúde e idosos.