Quinta-feira, 3 de Abril de 2025
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Política

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Tanízio Sá assume a presidência da Comissão de Assuntos Indígenas e participa ativamente do Fórum Indígena no Acre

O deputado estadual Tanízio Sá (MDB), assumiu nesta terça-feira (4) a presidência da Comissão de Assuntos Indígenas da Assembleia Legislativa do Acre. o emedebista sucede o deputado estadual Pedro Longo, do PDT, que expressou seu reconhecimento ao passar a presidência.

Tanízio Sá possui um histórico de engajamento na defesa dos povos indígenas, especialmente durante seu mandato como prefeito de Manoel Urbano. Lá, ele prestou relevantes serviços aos indígenas Madija, conhecidos como Kulina.

Foto: Assessoria de Imprensa

Além disso, na manhã desta terça-feira, ocorreu a abertura do Fórum Indígena no Teatro da Universidade Federal do Acre (Ufac), no qual o deputado Tanízio Sá desempenhou um papel ativo. Ele participou ao lado de representantes indígenas, deputados, secretários de estado e do governador Gladson Cameli.

O parlamentar destacou seu afeto especial pelos indígenas, pois foi criado na região do Segingal São Brás, às margens do rio Purus, onde teve um convívio significativo com as comunidades indígenas durante sua infância e juventude.

A participação ativa de Tanízio Sá no Fórum Indígena ressalta seu comprometimento em estar ao lado dos representantes indígenas e trabalhar em prol de suas necessidades e aspirações. Espera-se que sua liderança na comissão proporcione avanços significativos na formulação de políticas inclusivas e na garantia dos direitos dos povos indígenas no Estado.

Por Notícias do Purus

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MDB atende pedido de Jarude e libera parlamentar para procurar outro Partido

A alta cúpula do MDB acreano se reuniu na manhã desta segunda-feira (03) e deliberou em votação que o deputado Emerson Jarude poderá deixar a sigla sem perder o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

A decisão aconteceu após o pedido de saída do próprio parlamentar, que tem travado uma longa queda de braço com os membros da Executiva Estadual emedebista, que defendem a filiação e candidatura do líder das pesquisas de intenção de voto, o ex-prefeito Marcus Alexandre, que disputará as eleições para a prefeitura de Rio Branco. Atualmente, Chame Chame está sem Partido e o MDB sonha com sua filiação.

Jarude ocupava a presidência do diretório municipal do MDB em Rio Branco e chegou a colocar seu nome como pré-candidato a prefeito da Capital. O parlamentar nunca conseguiu se viabilizar candidato, por ter só 6% de intenções de votos mas pesquisas.

Sem o apoio dos “cabeças brancas” do MDB, Jarude chegou a informar que não homologaria a candidatura de Chame Chame e a questão poderia parar na Justiça. Diante da perspectiva de ter Marcus em seus quadros, o MDB resolveu liberar o deputado, sem exigir seu mandato.

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MDB atende pedido de Jarude e libera parlamentar para procurar outro Partido

Jarude, o messias de si mesmo

A saída do deputado estadual Emerson Jarude do MDB precisa ser detalhada. É importante para que o leitor perceba como uma postura juvenil, associada um tom messiânico, pode ser veneno a uma carreira política que se apresenta como promissora.

“O fim da minha história no MDB. Acabo de sair da minha última reunião com a executiva onde fui informado que escolheram seguir com Marcus Alexandre e que estou livre para sair do partido. Seguirei junto aos meus princípios e tudo aquilo que acredito ser melhor para minha terra”.

Que tom é esse, deputado? Que percepção de política é essa que se tem? O que exatamente significa a ideia “… Seguirei junto aos meus princípios e [junto a] tudo aquilo que acredito ser melhor para a minha terra…”? Faltou só jogar o cajado para dividir o Mar Vermelho! Há uma postura de grandiloquência, beirando a soberba, na fala do deputado, exposta ontem (3) nas redes sociais.

É uma fala desrespeitosa. Quando ele diz que “seguirá junto” aos princípios dele, é como se o parlamentar estivesse colocando todos os emedebistas na vala comum de uma grande horda. É como se todos do MDB passassem, a partir da saída do novo moralista, a pertencer a uma súcia, um bando de velhos, ultrapassados e malandros.

Mas a postura juvenil não para por aí. “… seguirei junto a tudo aquilo que acredito ser o melhor para a minha terra…” É quase hilariante! “… ser o melhor para a minha terra!” De qual panfleto saiu isto? Fosse um jornal mimeografado da rapaziada do centro acadêmico do antigo Ceseme, até seria possível encontrar alguma coerência. Mas de um deputado que se apresenta como uma novidade no cenário político local…?!!!! Na verdade, é uma percepção que cheira a teia de aranha. “Coisa de menino-rréi”. Birrento!

Aliás… é o que não falta na política atualmente. Em todo país. Nas redes sociais, fazem gracejos; têm ironias para todos os gostos e situações; corpinhos malhados de academia e suplementos da moda, mas inovar mesmo, no plano das ideias e das ações, poucas coisas apresentam. Ou quase nada. Revelam uma postura conservadora que não dialoga com uma sociedade em constante e frenética transformação.

O MDB teve com Jarude um tratamento republicano. Sem exageros, sem mimos, sem exceções. Ao contrário: o presidente do diretório estadual do partido, Flaviano Melo, chegou a perguntar: “Você quer ser candidato a prefeito pelo MDB?”. A resposta de Jarude foi: “Sim. Quero”. Ao que Flaviano esclareceu. “Pois bem! Então, viabilize sua candidatura”

Só que isso não aconteceu. E as pesquisas internas do partido foram demonstrando à direção que Jarude não se viabilizou, como orientou o experiente emedebista. Na Política (talvez isso o novo moralista perceba com o tempo), chega um instante que os partidos buscam aquilo que é pragmático. Muitas vezes até pecam por isso. Mas o que a experiência mostra é que chega um momento em que se decide por aquilo que dará resultados práticos. E os números, com essa referência, parecem apontar para um rumo diferente de Jarude no MDB.

No entendimento do deputado, a opção do MDB por Marcus Alexandre será um erro. A imaturidade e a vaidade de Jarude não suportaram essa decisão. A vaidade e a pressa juvenil o tornam incapaz de enxergar que o momento agora é diverso da eleição que lhe deu votação expressiva na Capital. A vida em um partido não é guerra para qualquer soldado.

Como Jarude não tem nada a perder, deve procurar uma sigla partidária que esteja andando dentro de uma pasta de um interesseiro de plantão, sairá candidato para “lacrar” nos debates e aumentar a memória eleitoral junto ao cidadão da Capital, seu maior reduto. Nesse ritmo, Jarude será o Messias dele mesmo.

Texto reproduzido do Ac24horas

Montagem sobre a foto do personagem pitoresco e folclórico Inri Cristi, astrólogo brasileiro, retirada da internet para fins de ilustragem.

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Jarude, o messias de si mesmo
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Rio Branco-AC

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